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Amar e mudar as coisas

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Há oficialmente seis anos atendendo pessoas portadoras de câncer na região do Cariri, o Instituto de Apoio à Criança com Câncer é um lar de amor e afeto na cidade de Barbalha

É como na canção do poeta Belchior, através do “Amar e mudar as coisas”, que a Fátima Regina decidiu dedicar a vida a ajudar o outro. Com a missão de atender as necessidades psicossociais de crianças acometidas pelo câncer e seus responsáveis que em 2010 surge o Instituto de Apoio à Criança com Câncer (IACC), em Barbalha, no interior do Ceará. Como uma organização não governamental, sem fins lucrativos, a instituição atende as necessidades dos portadores de câncer com idade entre zero e dezenove anos e seus responsáveis.
Tudo começa em outubro de 2002 com a força de um grupo de mulheres. Elas iniciaram um plano de visitação a oncologia pediátrica em um hospital da região no objetivo de incentivar leituras e entreter as crianças e as respectivas mães com contações de histórias bíblicas. Até que foi perceptível que o problema que atingia as crianças, também afetava as mães, por vezes abandonada pelos maridos, de forma profunda. Sem cama, dia e noite de olhos abertos, em cadeiras simples e se alimentando apenas da comida hospitalar, muitas mães presenciavam enfermidades dos outros leitos e abriam mão de tudo para acompanhar o tratamento do filho.
DSCF3932Eram mães sem apoio, sustentadas pela força nas pernas e fé em Deus. Até que a iniciativa do grupo de mulheres se torna um sonho. Criar um espaço de auxílio para essas pessoas que acompanham o tratamento no hospital. “Nós começamos nosso trabalho através de visitações, como o tratamento é bem prolongado, dura quatro anos, fomos criando um elo de amizade entre as famílias e vendo as necessidades. Uma delas era o apoio, ter onde dormir, comer… Ter um porto”, explica Fátima Regina diretora do IACC.
Em 2008 a organização passou pelos trâmites jurídicos e no ano de 2010 se tornaram oficialmente pioneiros nesse assunto com ajuda de amigos e da Prefeitura Municipal. Atualmente a casa mantém 54 crianças da região do Cariri e circunvizinhança, geralmente de classe menos favorecidas, de zonas rurais. “Trabalhamos para conseguir cestas básicas, remédios de alto custo e convênios com unidades de saúde”, conta Fátima sobre a atuação do IACC.
O instituto desenvolve também projetos voltados para as mães. Com o objetivo de manter elas com as mentes ocupadas e desenvolver algumas atividades que futuramente sirvam de ocupação. Elas deixam a família, emprego e o muitas vezes o marido as deixam. Então é um processo de trabalhar essas mães, espiritualmente e capacitações oferecidas.
No IACC há capacitações no âmbito da arte e beleza, por exemplo, as mães ao mesmo tempo em que acompanham o tratamento dos filhos podem aprender a técnica de fuxico e outras habilidades profissionais como cabeleireira e manicure. Todo lucro é de 100%, para ajudar na renda das mães. “Nesses quatro anos de acompanhamento elas não vão ficar diminuídas, elas vão sair capacitadas para tocar a vida. Elas precisam progredir, para dar uma resposta a autoestima”, diz a diretora. Há mães que após o tratamento do filho adquirem doenças devido ao alto estresse.
Leia mais na primeira edição da Revista Viver Bem Cariri

Por Ribamar Junior

2 Comentários

  • Quero agradecer a iniciativa da revista CHARM,esta tão oportuna divulgação do nosso trabalho que ja dura 6 anos,oportunidade esta, de levar ao conhecimento da sociedade, um trabalho que se reforça através de parcerias comprometidas com a causa do próximo .Muito obrigado!

    com Gratidão

    Fátima Regina.
    Diretora IACC

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