Cultura Teatro

Bebendo Manga com Leite

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Pondo na roda assuntos como a herança cultural deixada pela violência do sistema escravista, o espetáculo debate através da poética do teatro o pós-colonialismo

2017_©_Souza_Junior_Fotografia_(3)_(1)A Companhia Allyson Amancio da Associação de Dança do Cariri (ADC) de Juazeiro do Norte realiza hoje às 19h no Teatro do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri, o espetáculo Manga Com Leite com direção de Fauller e assistência de Wilemara Barros. A obra, após três meses de trabalho, é um resultado do Projeto Percursos de Criação da Bienal Internacional de Dança do Ceará. A exibição é gratuita.

A cena é silenciosa. Com muitas pausas, o Manga com Leite traz uma trilha sonora voltada para clássicos da música brasileira e põe o talento dos artistas para além das artes cênicas em palco, tocando emoções e fazendo interações com os ritmos e sons. Vindo a debater a herança cultural deixada pela violência do sistema escravista, o espetáculo revisita os quintais brasileiros e põe o dedo nos quilombos, no império e nos sincretismos religiosos do Brasil.

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O palco é ocupado por Allef Lira, Aline Souza, Bel Macedo, Erick Bruno, Leonard Alves, Luciana Araujo, Yago Gomes, Viviani Diniz e Maria Lima. A Associação é uma organização civil, sem fins lucrativos que ao longo dos anos vem produzindo um saber diante da pesquisa e produção de artes cênicas na região do Cariri e no cenário cearense.

O nome do espetáculo parte da tradição supersticiosas das raízes do Brasil. “Os nossos antepassados acreditavam que Manga com Leite é uma mistura perigosa, fatal. Essa crença criada para convencê-los a não beber o leite que era produzido nas fazendas (um produto muito caro na época, ao contrário da manga, fartamente encontrada) ecoa até os dias de hoje, no nosso imaginário”, relata a sinopse da peça.

Ribamar Júnior

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