Cariri

Em greve, Juazeiro do Norte paralisa Praça do Giradouro

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Maria Socorro, 54 vendedora ambulante de água mineral estava com um chapéu de palha na cabeça e passava apressadamente o troco enquanto abria o isopor para atender outro manifestante com sede. Apesar de estar trabalhando no dia em que o país entrou em greve geral, ela fala sorridente e sem meias palavras que quer colocar o Temer fora. “Ele não é um bom presidente para nós”, fala em tom cabisbaixo.

Maria Socorro é uma das trabalhadoras que não cruzou os braços para as reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo governo Michel Temer. A frase da vendedora é ecoada pelo barulho dos manifestantes que na manhã de hoje, 28, paralisou o tráfego de carros na Praça do Giradouro, em Juazeiro do Norte em ato concentrado às 8h. Sindicatos, entidades estudantis, movimentos sociais e trabalhadores da região se uniram em paralisação, assim como em várias cidades do país inteiro.

Verônica Isidoro da Frente de Mulheres do Cariri explica que o movimento de mulheres não só está na rua hoje, e vem encorpado desde a saída nas ruas no 8 de março, contra a reforma da Previdência. “A partir do dia do golpe, tem se mobilizado o Brasil na perspectiva de se pautar o desgoverno, a forma como o governo vem nos tratando, desde que começou o que tem sido feito é a retirada de vários direitos conseguidos pelas mulheres e pela população LGBT do país, não permitiremos nenhum direito a menos!”, diz.

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Do outro lado, segurando uma faixa em defesa da previdência social rural assinada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura (FETAG), Maria Amaro, 61, trabalhadora rural conta sobre as dificuldades que os trabalhadores para conseguir aposentaria. “Ainda não sou aposentada e o que Temer quer, não tem condições para nós trabalhadores”.

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O sindicato dos Correios esteve presente durante o ato, e na voz do representante Wilkson Colares, ressaltou que a unidade de Juazeiro do Norte possui cerca de 50% do efetivo, sendo necessário mais 18 carteiras para fazer entrega corretamente. “O que está acontecendo em Juazeiro do Norte é  um espelho do que tá acontecendo em todo Brasil. O correio tem feito PDIs em cima de PDIs e tem feito demissão motivada em cima de demissão motivada e não há um tipo de reposição. O que acontece é que há uam péssima condição de trabalho, tanto do trabalhador quanto da população”, fala Wilkson.

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Desde o processo do golpe estamos nas ruas, não é um ataque aos partidos e sim aos trabalhadores e as trabalhadoras, então pro Levante é essencial participar dos atos contra os retrocessos como a PEC 55, vamos continuar presentes na luta”, pontua Jéssica Alencar, 18, representante do Levante Popular da Juventude em Juazeiro do Norte. A batucada do movimento estudantil encerra já no intenso calor de meio dia a manifestação e avisa que às 16h na Praça Padre Cícero, haverá outro ato.

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