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“No barro, no chão, na pista”: olha o Craterdamas, aí gente!

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Celebrando o pré-carnaval no Cariri o bloco Craterdamas se propõe a ser um bloco político de pré-carnaval visibilizando movimentos sociais dentro da folia

Colocar o bloco na rua é lei no Carnaval, mas fazer isso sem discutir os problemas atuais é marmelada. O Craterdamas, derivação poética uraniana de Craterdam para Amsterdam, pretende dá o pontapé inicial aos debates e intervenções sobre diversidade LGBTTQIA (Lésbica-gay-bissexual-transexual-travesti-queer-intersexual-assexual) em 2017 e juntar os movimentos feministas, de mulheres, culturais e para confraternizar no dia 11 e 12 de fevereiro realizando uma prévia carnavalesca do Coletivo Carnaval Livre.

No dia 11, acontecerá a I Sarrada Carnassexual e o no dia 12, a Terreirada Cearense. De acordo com a militante feminista Suamy Soares, “isso é muito importante. especialmente nesses tempos de violência, barbárie e perda de direitos. Nesses tempos tão difíceis, sair na rua visibilizando a diversidade, o amor e o respeito é um ato de resistência. Um ato revolucionário. Um ato de amor”. O objetivo do bloco é avançar contra a contra a intolerância, as violências e o protofascismo.

O Bloco/Marcha Craterdamas se concentra às 15 horas na Praça Siqueira Campos (Crato) e sai em cortejo/marcha às 17 horas, seguindo com uma bicicleta de som rumo nossa bicicletinha de som rumo ao Beco do Padre Lauro (próximo à Praça da Sé).

O Carnaval Livre sairá nas ruas do Crato homenageando duas personalidades importantíssimas do Cariri: João do Crato e o poeta Geraldo Urano. O último, falecido no dia 5 de fevereiro, deixando um legado de poesia na contracultura da região do Cariri. João do Crato é museu vivo da cultura popular e da performatividade e levanta a poeira com muito brilho e voz. A meta é balançar o chão com muita purpurina.

Ribamar Junior

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