Cariri Cultura

O que custa tentar (ir) amar-te? A escrita de Harlon Lacerda

Foto: Edson Xavier

O escritor Harlon de Lacerda lança seu segundo livro de poemas. “Não custa nada tentar (ir) am@r-te” fala sobre os rastros do amor, das marcas fincadas quando um grande amor acaba. É possível o amor não dar certo? Ou todo amor é certo?

Texto Ribamar Junior Foto Edson Xavier 

Harlon Homem de Lacerda Sousa é um sertanejo sem chão. Nascido em Santana do Cariri, interior do Ceará, ele tem vivido na estrada entre Paraíba, Ceará e Piauí e, como ele chama “nas veredas do sertão rosiano”. Aos 34 anos é poeta, contista, romancista, ensaísta, doutorando do Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal do Ceará (UFC) e professor da Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Autor de “Poenomerados”, livro de poemas e  “Olhares Bakhtinianos”, livro de ensaios, Harlon lançará no dia 5 de junho o seu segundo livro de poemas, “Não custa nada tentar (ir) am@r-te”, através de uma transmissão ao vivo no Facebook às 19h.

A obra, segundo ele, não só fala de amor. São 60 poemas, elaborados agora diferente dos versos e estrofes do livro de poemas anterior. Na obra, eles estão dispostos em formatos desiguais, brincando com o conteúdo e a forma. Com cinco poemas Harlon fez performances poéticas e colocou no seu canal do Youtube. A principal inspiração para Harlon foi a insônia. “O leitor ou leitora poderá encontrar perguntas e mais perguntas sobre que alma insaciável habita no eu-lírico desses poemas. Que alma incoerente existe em cada letra retrabalhada e (des)dita nesse livro”, (des)diz Harlon.

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O escritor acredita que a divulgação na internet instiga a leitura. Adepto ao formato de leitura virtual em PDF, Harlon não concorda muito com isso, mas “é sinal dos tempos”, como fala. Para ele é algo com que o escritor tem que começar a se inteirar. “Nesse livro eu tento fazer essa adaptação do meu jeito. Existem outras formas de poesia virtual, com linguagens diversificadas e tal, mas, mesmo tentando me adaptar, eu ainda me mantenho apegado ao livro tradicional”.

“É aquilo que a gente sente que é bom, mas depois percebe que não era pra sempre. A ideia de que o amor ou o desejo instiga a agir, a falar e depois que acaba, não necessariamente o sentimento, mas o relacionamento, a gente fica vazio, perdido. Em alguns dos poemas na forma que ta no livro dá pra perceber bem isso”, pontua Harlon sobre o que o livro propõe a dizer sobre as definições mais próximas do conceito de amor. A primeira vez que leram um texto de Harlon, ele tinha 16 anos, estudava no Instituto Federal do Ceará (IFCE) de Juazeiro. Desde aquele dia, ele não parou de tentar falar de amor. Tanto que largou o o curso de Eletrônica pra fazer Letras na Universidade Regional do Cariri (URCA).

Mesmo nas normas acadêmicas, Harlon não se distancia da poesia. Na sua pesquisa de doutorado, ele estuda a ficção completa de João Guimarães Rosa a partir da teoria de Mikhail Bakhtin. “Pelo menos eu to tentando”, brinca. “O livro é uma tentativa de escape e de pertencimento, uma tentativa de fuga e de encarceramento, é o lamento e o grito de um eu-lírico transparente em cada gesto. Alterem-se. Leiam. Vivam essa poesia”, convida o autor para a leitura. A produção do livro é artesanal e independente. Apesar do lançamento e venda online, ele fala que quer vir lançar em breve no Cariri. “Em carne e sangue”, termina.

SERVIÇO:

O livro “Não custa nada tentar (ir) am@r-te” está disponível para compra através do e-mail do autor harlon.lacerda@gmail.com , WhatsApp 89-99450-8239, ou pelo facebook #naocustanadatentar. O livro em arquivo pdf custa R$ 20,00; Impresso sob encomenda custa R$ 50,00 (o livro é uma produção independente e artesanal)

O pré-lançamento será neste domingo, dia 21 de maio de 2017, a partir das 15h ao vivo pelo facebook.

 

 

 

 

 

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