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Plutão já foi no Cariri

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Diretamente de Natal e vinda de Fortaleza, a banda Plutão Já foi Planeta faz duas sessões de apresentações em Juazeiro do Norte na programação da Semana SESC de Artes Integradas 2017. O quinteto subiu no palco para fazer o último show do CD “Daqui pra Lá”,  falou sobre cenário musical independente, mudanças na carreira e próximo disco 

Texto Ribamar Junior Foto Giovanna Duarte 

O sorriso de Natália Noronha é maior do que a sala do camarim. “Manda entrar, sim”, diz ela quando o produtor abre a porta oito minutos antes de começar a segunda sessão de apresentação. O público começa a entrar no Teatro Sesc Patativa do Assaré e a banda Plutão Já foi Planeta se prepara para subir no palco novamente. Ainda estasiada com a primeira sessão, Natália diz que se surpreendeu com a energia da galera e falou que o show teve um significado especial por ser o último do disco “Daqui Pra Lá”.

Gustavo Arruda, voz, guitarra e baixo conta que o próximo trabalho a ser lançado no dia 24 de março tem um tom mais maduro. “Trabalhamos bastante nesse disco e nas músicas. Participamos do programa no meio da gravação do disco, e foi um turbilhão de coisas ao mesmo tempo. Gravamos a primeira parte e depois a segunda parte, será um trabalho com mais alma”, diz apoiado na mesa da sala.

Ele explica que conheceu o Sapulha Campos que faz voz, guitarra e durante o show toca ukulele e escaleta, através de um curso de inglês, em que foi aluno do atual companheiro de banda. Os dois já tocavam na noite de Natal com cover até que o desejo por produzir algo próprio falou mais alto. Emily, da banda de rock alternativo Far From Alaska, indicou Natália, que também cantava cover e antes na igreja, para se agregar a ideia. E assim, surge o grupo em 2013. O nome da banda surgiu quando Sapulha encontrou uma matéria na internet falando que Plutão não era considerado mais planeta.

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Vice-campeã com 48% dos votos da terceira temporada do programa da Rede Globo, SuperStar, a banda percebe que muito mudou depois disso. “A participação foi fantástica, a experiência musical foi muito legal e até hoje colhemos frutos”, pontua Sapulha. Hoje a Plutão tem assinatura no selo SLAP, da Som Livre, e Gustavo vê isso como um marco na história do grupo. “A gente sabe que existe uma dificuldade para bandas independentes, e sabemos que uma gravadora do porte da SLAP e da Som Livre vai ajudar muito o trabalho da gente, estamos bem confiantes e curiosos”. Ele fala que hoje trabalha com pessoas maravilhosas, e aponta para Vitória de Santi que está no baixo e synth e o baterista Khalil Oliveira.

Sobre o cenário de bandas no Rio Grande do Norte, a Plutão é otimista e percebe uma força do público maior com as bandas autorais. “O cenário de bandas cresceu assim, tinham umas 10 bandas, e de últimos anos pra cá, e até por parte do público, tá rolando momento legal de valorizar o autoral, por falta do incentivo publico passou a valorizar mais, a galera sai de casa mesmo”. O formato do show, em teatro, não atrapalhou a febre que alastra e contagia o público. Embora o ambiente crie uma intimidade, os fãs foram muito calorosos com palmas e gritos. Gustavo convida o público a sair das poltronas e irem para frente do palco, o coro é maior durante o sucesso Daqui pra Lá, que nomeia o primeiro disco da banda.

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