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Rommel abre a casa

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Aos 37 anos, o cirurgião plástico diz que a medicina e precisa de médicos mais humanos. Para a Viver Bem, ele tira o jaleco e se mostra como um homem com alma de menino, que gosta de viajar, cuidar dos animais e que é completamente apaixonado pela família

Texto e Foto Ribamar Junior

Rommel de longe é sorridente e receptivo, mas de perto, é um pouco tímido. Do Alto da Alegria na cidade de Barbalha, ao lado da mãe Júcia, ele abre a casa e o coração para falar de carreira, hobby, família e espírito de viajante que tem. Desde criança, Rommel Apolinário Feitosa sonhou em ser médico. Todos os seus brinquedos eram réplicas de plásticos de objetos cirúrgicos, mas como gostava muito de animal, a família pensava que acabaria cursando Medicina Veterinária.

“Eu nunca tive dúvidas de que era Medicina”, diz. Rommel que estudou em  Recife na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco – FCM/UPE e logo após isso fez Residência Médica no Hospital Servidor do Estado do Rio de Janeiro. Ele pensava em se especializar em Transplante de Órgãos, mas foi através do convite de um professor para assistir a uma cirurgia plástica que tudo mudou. Ainda fez monitorias em Cardiologia, mas por coincidência se apaixonou pela cirurgia plástica.

“Fiz concurso de cardiologia e vi que não era aquilo que eu queria o que me preocupou, mas por coincidência quando esse  professor me chamou e fui assistir a cirurgia plástica  me apaixonei, meti a cara pra estudar e passar na residência”, contou. Para ele, as características de um bom médico, seja em qual área for, é a humildade e o humanismo. “Eu acho que a principal coisa que se precisa é humanismo, acho que cada vez mais o médico está mais mercenário. Acho que hoje em dia a gente precisa ser mais humano, gostar do que se faz, se dedicar aquilo que você faz, estudar muito. Se colocar no lugar do paciente, quando eu inverto os papéis a gente decide o que eu vou fazer com o paciente, se fosse meus pais, um irmão, qual conduta melhor eu tomaria e agiria com ele”, fala Rommel.

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Com seis anos de carreira, ele tem como inspirações e referenciais o Dr. José Humberto que foi professor e chefe dele, professor Pitangui e o Alessandro, que atualmente, opera com Rommel. Quando chegou no Cariri, Rommel percebeu que quase não haviam médicos cirurgiões plásticos, apenas um casal especializado no assunto. Hoje, a região dispõe de vários cirurgiões. “Temos um arsenal grande de cirurgiões e o mercado é bom”, diz. Ele conta que, apesar de realizar todo tipo de cirurgia, de reparadora a estética, os serviços mais procurados são os de lipoaspiração, abdominoplastia e prótese de mama.

Em todos esses anos, foram mais de duas mil cirurgias realizadas. Recentemente, a Corporalis desenvolveu uma técnica nova para ser feito a cicatriz umbilical da abdominoplastia, o que é um desafio para a cirurgia reparar o umbigo. A clínica, no ano de 2017, passará por uma ampliação, oferecendo maior e melhor espaço para os clientes e se localizará no edifício Pátio Cariri, ao lado do Hospital Regional do Cariri.

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“Lidar com estética não é uma coisa fácil, é um paciente que lida com ansiedade e expectativa para o esperado. Frustra quando o resultado fica bom, mas o paciente não está satisfeito, e isso desestimula o nosso trabalho, mas por contrapartida, há muitos pacientes que a gente muda um detalhe e compensa o trabalho pela satisfação dele”, desabafa sobre o dia-a-dia de médico na área.

Deixando o jaleco de lado, tirando os sapatos e na beira da piscina, ele conta que é um cara muito de passar tempo com a família. Durante as fotos, o seu cachorro Nino se agita para passear na coleira. Fora do ambiente de trabalho, ele adora estar com a familia, cuidar dos seus animais e viajar, “é um Rommel sem besteira nenhuma, que gosta de tudo e adora estar bem com ele mesmo”. Júcia conta que quando menino, ele criava todo tipo de animal, até grilos.

Apesar da barba bem feita, corpo em dia e postura elegante, Rommel acredita que beleza não interfere no talento profissional e muito menos ele, se considera bonito. Entre uma brincadeira e outra, ele fala sério e conta que considera o resultado do processo cirúrgico mais importante. “Às vezes se eu estou despenteado, uma cliente já repara e comenta comigo”, brinca e reforça que é chato achar que médicos são celebridades.

Atualmente, são nove cachorros, gatos de rua, quinze cavalos, duas araras, diversos gansos, ovelhas e gados que ele tem na casa. Agora de botas, jaqueta e calça preta colada, ele encosta a testa na cabeça no cavalo e demonstra o quanto se importa com os animais.

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