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Suando a camisa

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Das garagens norte-americanas para o mundo. Uma das modalidades esportivas que vem conquistando as pessoas na região do Cariri é o Crossfit. Unindo força e condicionamento físico, o treinamento desafia a resistência do corpo

Se o objetivo é suar a camisa, ele é certo. O Crossfit é uma modalidade esportiva que aos poucos vai ganhando adeptos na região do Cariri. Surgido na Califórnia em meados dos anos 80, o esporte foi inventado pelo treinador Greg Glassman e aos poucos foi conquistando o mundo. O Crossfit só começou a se popularizar no Brasil há aproximadamente dez anos e nos últimos dois, chegou ao Cariri.
O primeiro Box do Cariri é o Batarra Crossfit. Localizado em Juazeiro do Norte, o espaço é coordenado pelo Adriano Burica que trabalha há três com a modalidade e é formado em level um pelo curso de Crossfit, ofertado por americanos no Brasil. “O treino é em alta intensidade para chegar a um bom resultado. Muitas pessoas se assustam, chegam aqui sem fazer nada e em tão pouco tempo já estão com o cardio mais aberto, com os ganhos e satisfação de fazer algo que não fazia”, explica o treinador.
Adriano costuma dizer que não há pessoas que não possam fazer Crossfit. “Fazemos trabalho com pessoas deficientes, por exemplo, as que apresentam limitações físicas e conseguimos agregar um movimento que tenta se aproximar do que é, dá sempre um jeito de adaptar”, diz.
Lorena Matos, estudante e praticante do Crossfit, explica que estava cansada de fazer mais o mesmo na academia e após entrar no Box o bem-estar físico e mental mudou. “Eu estava cansada de fazer musculação e decidi apostar no Crossfit e me apaixonei pelo esporte. Eu acho que aqui há mais integração e amizade durante as atividades, criando um vínculo imenso. Melhorou minha saúde e o físico, são as duas coisas”, diz ela.
Para muitos alunos do Box, o Crossfit é um esporte gratificante que tira as pessoas da rotina monótona, Adriano acredita que o lance de ser praticado por muitas pessoas é um dos grandes diferenciais do esporte. “A rotina de quem faz Crossfit é ter seu dia-a-dia lá fora e entrar aqui sem saber o que vai treinar. O desafio vai estar no quadro e é isso que dá aquele tchan, você vem pro Box e não sabe o que fazer, o treino está no quadro, o desafio foi dado e você tem que correr atrás”, explica ele.
O empresário Germano Matos é um dos alunos que sua a camisa com os desafios do dia e explica a paixão pelo Crossfit.. “Tô no Box há oito meses. Senti diferença, porque aqui no Batarra o treino é diferenciado, envolve levantamento de peso, movimentos cardíacos, ginásticos e são um mix de várias atividades”.
Burica ouviu de muitas pessoas que ele precisava chegar com calma em Juazeiro para começar a tocar o Box Batarra. Mas o Crossfit foi tão contagiante que ele, em pouco tempo, já percebe os frutos colhidos com esforço e determinação. “Graças a Deus nosso trabalho está sendo reconhecido e quase que total”, diz. O Crossfit é uma verdadeira injeção de ânimo para o corpo e a mente. Basta 45 minutos por dia para aos poucos perceber a diferença.
Cláudio Couto, mais conhecido como Cacá, vencedor do campeonato de Crossfit do Box Batarra, é um apaixonado por esportes. Já praticou surf, skate, futebol, vôlei, basquete, triatlon e mountain bike. “Eu acho que a qualidade de vida está ligada a saúde, a alimentação e o esporte. Estamos indo buscar isso com todas as ferramentas possíveis. As pessoas tem a grande sacada de viver mais e estar de bem com a vida”, diz ele.
O seu interesse pelo Crossfit surgiu após algum tempo de treinamento com musculação. Sempre interessado em esforço físico, o atleta gosta de trabalhar a resistência e a força de forma mais unida, e encontrou essa possibilidade no Box. “O campeonato é muito legal, o Batarra é uma família independente de ter ganho ou não. é mais uma motivação pra gente se empenhar mais no esporte. Você tem que estar lá pra sentir um pouco da energia que rola lá”, reflete Cacá sobre os dias de treinamento.
Aos 42 anos, ele não pretende parar de competir. “Pretendo competir e me especializar ainda mais, a saúde é uma questão que não tem idade e a competição vou testando meus limites e medindo a minha capacidade. Isso é o que é apaixonante, se conhecer, se dominar e saber respeitar”, finaliza.
Sobre o interesse dos colegas em praticar o esporte e também competir, Cacá é próspero. “O interesse das pessoas pela modalidade vem crescendo demais. As pessoas precisam se credenciar para ensinar o crossfit e os nossos treinos são diários. Todo mundo faz o mesmo treino, esse é o grande diferencial, é o que nos une”.

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