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Um abraço contra o preconceito

abraço contra o preconceito (1)

A radialista Silene Santos acredita que a comunicação pode transformar e combater preconceitos. Após realização de performance em praça, ela se diz esperançosa em conscientizar pessoas sobre o HIV

abraço contra o preconceito (2)Não foi fácil quando Silene Santos há seis anos segurou o diagnóstico positivo do HIV nas mãos. Sentiu receio, mas decidiu mostrar a cara desde o primeiro momento. Hoje, a radialista viabiliza momentos de combate ao preconceito e conscientização das pessoas na região do Cariri, provando que é possível sim viver bem com o vírus. Através da performance “Sou HIV positivo, toque-me”, ela foi no mês de combate à AIDS, dezembro, abrir os braços ao lado de uma placa com o nome da ação.
A ideia surgiu após ver uns vídeos no Youtube, de um britânico que também é soropositivo. Com o objetivo de adaptar a realidade do vídeo para Juazeiro do Norte, ela reproduziu a ação para ver a reação das pessoas para se depararem com a placa. “Confesso que eu estava um tanto quanto apreensiva da reação das pessoas, uma coisa é você falar pra o público em local fechado, como escolas e faculdades, outra é se expor na praça”, diz.
Atualmente em Juazeiro do Norte e no Ceará, segundo laudos técnicos municipais e do Estado, respectivamente, há 1.200 e 18.000 pessoas infectadas. “As pessoas aqui no Cariri ainda estão com certa resistência a aceitar esse tipo de doença. Aos poucos, a gente vai transformando essa história. Só fico triste porque precisaria de uma campanha mais intensificada, foi muito legal porque depois dessa ação, já me disseram que já apareceram para fazer o teste rápido e querendo saber mais detalhes”, fala a radialista.
abraço contra o preconceito (3)Algumas pessoas passaram olharam e recuaram, outras leram e se afastaram de Silene, mas no vídeo gravado da ação, muitas pessoas não só tocaram como também abraçaram e beijaram-na. “Tiro meu chapéu para as pessoas se sensibilizaram, não comigo, mas com a causa”, pontua. “
Silene acredita que é preciso intensificar a campanha não só no mês de dezembro, mas o ano inteiro. “A gente tem um programa DST e AIDS na cidade que funciona, mas a ideia seria fazer uma campanha intensificada. A gente se depara nas redes sociais com campanhas para o ano inteiro de várias doenças e às vezes esquecendo do HIV”. A radialista possui um projeto engavetado a espera de apoio e também participa de Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids e da Rede de Cidadãs Positivas. Silene tem esperança que após a ação, a campanha atinja com mais força, escolas, empresas, universidades e centros de saúde da região.

Ribamar Junior

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